Por que os gestores de RH devem se preocupar com a ergonomia – Parte 1

 

A ergonomia – a ciência da adequação cuidadosa de locais de trabalho e produtos aos seres humanos – é uma rica fonte de informação que pode orientar gestores, arquitetos e planejadores a melhorar o conforto, a segurança e a utilidade de qualquer instalação. Os princípios da ergonomia estabelecem as verdadeiras capacidades e limites dos sentidos, diferenças de tamanho e força das pessoas. A ergonomia é prontamente aplicada à escolha de melhores móveis, ao planejamento do espaço, melhor layout, melhor iluminação, gerenciamento do ruído, movimento das pessoas e comodidade em geral. O objetivo da ergonomia é aumentar a segurança, a conveniência e o bem-estar para todos.  A ergonomia lida com a forma de como os seres humanos vêem, ouvem, se movem, entendem e reagem com seu ambiente e instalações de trabalho, fornecendo informações aplicáveis sobre: visão (sinalização, cores e posicionamento), móveis (tamanho, estofamento e ajustes), pisos (atrito, calor, ruído e limpeza), espaços (fluxos de deslocamento e segurança), armazenamento, manuseio, e climatização do ar.


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As organizações estão cada vez mais colocando foco no impacto ambiental de seus edifícios, e com razão; no entanto, o elemento “pessoas” que compõe o ambiente de trabalho é muitas vezes negligenciado. Soluções ergonômicas trazem benefícios óbvios, incluindo melhor conforto e produtividade dos usuários e redução do risco de lesões. A aplicação da ergonomia impacta os resultados da empresa.

Citando um dos principais ergonomistas do mundo, o professor Alan Hedge, diretor do Grupo de Pesquisa de Fatores Humanos e Ergonomia da Universidade de Cornell: "Se você pudesse aumentar a produtividade das pessoas em um edifício em apenas 1%, isso já seria o equivalente a todos os custos de energia ao longo da vida daquele edifício"

Garantindo a saúde e o bem-estar dos colaboradores

Dr. Jodi Oakman, professora sênior do Centro de Ergonomia e Fatores Humanos da Universidade de La Trobe, afirma que a ergonomia diz respeito à combinação adequada entre indivíduos e suas tarefas, e que acertar esse balanço – seja no ambiente físico ou em fatores organizacionais mais amplos – é fundamental para garantir a saúde e o bem-estar geral dos trabalhadores. De acordo com Oakman, os gestores de RH devem se preocupar com a ergonomia porque ela atua na maximização do bem-estar do colaborador e da produtividade do mesmo.

"A ergonomia ajuda a garantir que o trabalho seja projetado para que os funcionários estejam trabalhando no melhor de suas capacidades. Isso ajuda a reduzir o estresse e a fadiga, causadores tanto de lesões quanto de impactos adversos na saúde e no bem-estar", diz Oakman. "A ergonomia possibilita ao RH o projeto de sistemas para auxiliar na melhoria do desempenho. Isso é feito em vários níveis diferentes – físico, cognitivo e organizacional." Ela também observa que, usando uma abordagem sistêmica, os ergonomistas contribuem para o planejamento, projeto e avaliação de tarefas, empregos, produtos, organizações, ambientes e sistemas para torná-los compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas.

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Oakman afirma que melhorias na partida de trabalho provavelmente reduzirão as taxas de lesões, e que a redução de lesões resulta em redução dos custos médicos e todos os custos associados com lesões, como substituição, retreinamento e perda de produtividade.

A ergonomia é mais do que apenas considerar o ambiente físico, diz ela; trata-se de olhar para a tarefa, o trabalho e a organização em que um funcionário trabalha. Ela afirma que garantir que os gerentes de linha e supervisores sejam treinados para reconhecer o que é ergonomia e quando eles precisarão chamar um especialista para ajudar é uma parte importante do processo.


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